sexta-feira, 12 de abril de 2013

Globo Mar visita o Rio Grande do Norte para mostrar os movimentos provocados pelo vento

Do g1.globo.com

 O Globo Mar foi até o Rio Grande do Norte. É lá, na esquina do Brasil, que entre os meses de setembro e janeiro, pescadores de todo o estado rumam para o município de Baía Formosa, litoral sul, atraídos pela pesca da albacora, peixe cuja textura se assemelha com a do atum. A equipe do programa acompanhou toda a viagem e a pesca da albacora. No meio do caminho paramos em São Miguel do Gostoso para mostrar o pessoal que pratica wind e kitesurfe.

Nossa viagem começa em Caiçara do Norte, onde o vento não para nunca. E nosso personagem principal é um pescador, o Tião, que vai embarcar em um barquinho e vai navegar quase cem milhas até o próximo destino.

Já é uma tradição no Rio Grande do Norte. Nos três últimos meses do ano, quando quase não dá peixe no norte do estado, os pescadores deixam suas casas e, levados pelo vento, seguem pra Baía Formosa, quase na divisa com a Paraíba. Lá, nessa época, acontece a temporada de pesca da albacora, um peixe primo do atum. Tião e seus companheiros partem para lá.

O embarque só acontece no início da madrugada, porque quem dita a hora é o vento. O catamarã voyager será nossa casa pelos próximos dias.

A partida foi na terça-feira à meia-noite. E já na quarta, de manhã cedinho, a equipe voltou a encontrar como Tião. O vento, forte e constante, faz lembrar que aqui é ele que manda. Tião segue ao sabor do vento e das ondas. A equipe do Globo Mar, também. E com o vento a favor, chegamos a São Miguel do Gostoso.

Seguimos pelo litoral do Rio Grande do Norte, navegando à procura do Tião. Há 36 horas, ele e outros pescadores realizam uma travessia corajosa: do norte a sul do estado, num barco a vela.

Após dobrarmos a esquina do Brasil, em touros, chegamos na altura de Jacumã.

A ideia inicial era que Poliana Abritta passasse pro barco do Tião. O problema é que o mar estava muito mexido. Tião teria que parar, fundear o bote, Poliana teria que pegar um bote e passar pra lá. Isso ia atrasar ainda mais o Tião. Qual é a nossa conclusão? Vamos de microfone a bordo.

Deixamos Tião pra trás e em Natal fizemos uma parada rápida, só o tempo de se preparar pra uma longa viagem noite adentro.

Depois de uma noite inteira de navegação, o mar mexido pra caramba, a equipe chegou na região da Baía Formosa.

Nos últimos meses do ano, por causa da mudança de vento, a água que chega na costa sul do Rio Grande do Norte é mais fria. E se é mais fria, é também mais rica em nutrientes, prato cheio para as albacoras.

A baía está repleta de barcos. Boa parte deles, de forasteiros. Tião fez só duas paradas de cerca de quatro horas cada: a travessia levou 62 horas. A praia está animada. Cheia de banhistas e de pescadores voltando do trabalho. Tião e seus companheiros de travessia põem os pés em terra firme. E é quando vem o merecido descanso.

E chegou a hora da pesca. Eles não param o barco pra pescar. O barquinho continua em movimento porque é assim que eles atraem a albacora. A isca, que é uma lulinha de mentira, de borracha, tem que estar em movimento.

Assim, mais chance de enganar o peixe e ele achar que é uma lula de verdade. Mas a técnica, essa história toda de como se pesca albacora, o próprio Tião ensina. Confira no vídeo.

A aventura do Globo Mar termina nesta pesca. Agora, a do Tião continua, pois a temporada de albacora está só começando. Boa sorte.

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